Esta quinta-feira, dia 11, será um dia de muita alegria para a comunidade católica. Será celebrado o Corpus Christi, uma festa ao Corpo de Cristo. A data foi adotada pela Igreja Católica para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho em seu corpo e sangue.
Para muitos, que não seguem o catolicismo, será apenas mais um feriado, bastante esperado. É um dia para descansar, se divertir e viajar. Mas nem todos vão aproveitá-lo com alegria. Para a minha família será um dia difícil, de lembranças muito tristes. Hoje completamos 9 meses sem meu primo Pedro Henrique de Queiroz, assassinado aos 22 anos de idade em setembro do ano passado.
E, para aumentar a dor, os culpados pelo assassinato de Pedro nunca foram punidos. São dois policiais militares que continuam trabalhando e tocando suas vidas normalmente. Enquanto isso, duas famílias foram destruídas. A família em que ele nasceu e a que ele acabara de formar. Seu filho, Davi, vai crescer órfão. Foi privado da presença de seu pai. Um pai carinhoso, presente, responsável, amoroso.
Toda essa tragédia sem nenhuma razão de ser. Pedro foi alvejado por um policial militar que no momento prestava serviço para a antiga Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), hoje Agência Municipal de Trânsito (AMT), porque o carro no qual estava “cantou pneu”.
Era um domingo, 7 de setembro, e ele voltava pra casa com sua esposa Pabline, de carona com um amigo, após comemorar o batizado de Davi, então com 7 meses de idade. O policial atirou, virou as costas e voltou para a viatura. Nem ao menos se interessou em ver quem havia atingido.