Morte de Pedro Henrique 2
A vida não tem mesmo mais importância, como registrou o Editorial do Jornal Opção. Em Brasília, estamos assolados pelos seqüestros-relâmpagos.
Há algum tempo, a filha de um amigo advogado foi seqüestrada na saída de uma faculdade. Viveu momentos de horror e, para voltar para casa, teve de andar dezenas de quilômetros, sozinha, à noite. Felizmente,os criminosos só queriam dinheiro e o carro. Mas ela ficou traumatizada, e hoje é paciente de psicólogo e psiquiatra.
A morte de Pedro Henrique de Queiroz,um garoto de 22 anos, deve, pelo menos, servir de lição para todos nós:para viver numa cidade grande é preciso mesmo de muita paranóia. Pais e filhos devem ficar mais atentos e usar olhos de lince. As ruas são mortais.
PEDRO CAVALCANTI FILHO é historiador. |